terça-feira, 24 de maio de 2011
Outra Parte
Assim como nos dividimos, também nos reencontramos. E este reencontro chama-se Amor. Porque quando uma alma se divide, ela divide-se sempre numa parte masculina e numa parte feminina. È possível conhecer a Outra Parte pelo brilho dos olhos. O Amor é a força que nos reúne de volta, para condensar a experiência falhada anteriormente. A Outra Parte vai com certeza cruzar-se no nosso caminho. Mesmo que seja, apenas, por instantes; porque esses instantes trazem um Amor tão intenso que justifica o resto dos nossos dias. Também podemos deixar que a nossa Outra Parte siga adiante, sem a aceitar, ou, sequer, percebe-la. Então precisaremos de mais uma encarnação para nos encontrarmos com ela. Mas a nossa Outra Parte, por mais que as nossas vidas mudem, vai sempre voltar a cruzar-se no nosso caminho. É energia que interfere e mexe com o corpo e a alma, deixa-nos sem saber perceber o que estamos realmente a sentir.
domingo, 22 de maio de 2011
Nosso Sonho
Sai de casa, e fui ate há estação de comboios e não sabia bem porque, mas esperava alguém.. até que ao longe vejo uma espécie de sombra, não sei bem, mas cativou-me a atenção. Continuei a olhar e a observar aquela figura que cada vez se aproximava mais e mais. Vou notando alguns traços e reparo que é um rapaz, de mãos nos bolsos, cabeça baixa como se algo lhe tivesse acontecido e o deixado desmoralizado, ou talvez seria mesmo da maneira de ser dele. Não sei bem ao certo. Até que reparo: É ELE !! O TANTO MEU DESEJADO. Fico atrapalhada e escondo-me por detrás de um alicerce do metro. Observo-o e vejo que ele espera o metro.Passa o metro e vejo-te a entrar, vou a correr e também entro.
Já la dentro, não te vejo. Procuro-te com os meus olhos e finalmente e por pura alegria vejo onde te sentas e sento-me num ângulo em que te possa ver e tu a mim não poças! Vai passando o tempo, e eu vou pensando: "Será que era dele que eu esperava este tempo todo no metro? Era aquela pessoa que eu tanto desejava ver?". O metro pára e ele sai, eu vou continuando a perseguição.
Vejo que ele parou na Baixa-Chiado e no meio de tanta gente que por ali passa o dia inteiro continuo a seguir-te com os meus olhos, dificilmente te conseguindo ver.
Derrepente algo me desperta a atenção, olho para baixo e vejo um jornal velho, tanto como outros caídos no chão, um jornal qualquer...quando volto a mim e levanto a cabeça para te procurar e continuar a perseguição querendo talvez saber o que irias fazer, ou então o contentamento de te ver de longe e saber que estás a uma pouca distância de mim... "O quê?? ONDE ESTÁS? Não te vejo!!" - penso. Procuro-te desesperadamente no meio daquela multidão toda. Até que tenho a sensação que alguém se aproxima de mim, dos meus cabelos, do meu pescoço... um perfume intenso a champô pela manhã de outono. E sim, alguém me sussurra ao ouvido, docemente e como que com um ar de "apanhei-te pequenina", dizendo: "Eu sei que me seguias Lily." .
Eu olho para traz assustada, mas aquela voz era-me familiar. Quando me viro, olho para cima e os meus olhos ficam extasiados de tanta felicidade, de tanta alegria: felicidade ao ver que é ELE!! Mas de tanta timidez e provavelmente escondendo-me e demonstro que apenas foi curiosidade, por isso o seguia, disse-lhe: "Desculpa! Eu não queria...", mas ele interrompe dizendo com aquele ar de quem por momentos ficou livre como um pássaro: "Não digas nada! Anda passear comigo, necessito-te ao pé de mim.", agarrando-me na mão e puxando-me com ele. Derrepente abraço-o! Ainda com a mão dele na minha, sinto o coração dele a bater no meu ouvido, com tanta velocidade, como uma onda que desabrocha ferozmente. E ele ai retribui e envolve os seus braços nas minhas costas, abraçando-me também.
4 de Setembro de 2007
Já la dentro, não te vejo. Procuro-te com os meus olhos e finalmente e por pura alegria vejo onde te sentas e sento-me num ângulo em que te possa ver e tu a mim não poças! Vai passando o tempo, e eu vou pensando: "Será que era dele que eu esperava este tempo todo no metro? Era aquela pessoa que eu tanto desejava ver?". O metro pára e ele sai, eu vou continuando a perseguição.
Vejo que ele parou na Baixa-Chiado e no meio de tanta gente que por ali passa o dia inteiro continuo a seguir-te com os meus olhos, dificilmente te conseguindo ver.
Derrepente algo me desperta a atenção, olho para baixo e vejo um jornal velho, tanto como outros caídos no chão, um jornal qualquer...quando volto a mim e levanto a cabeça para te procurar e continuar a perseguição querendo talvez saber o que irias fazer, ou então o contentamento de te ver de longe e saber que estás a uma pouca distância de mim... "O quê?? ONDE ESTÁS? Não te vejo!!" - penso. Procuro-te desesperadamente no meio daquela multidão toda. Até que tenho a sensação que alguém se aproxima de mim, dos meus cabelos, do meu pescoço... um perfume intenso a champô pela manhã de outono. E sim, alguém me sussurra ao ouvido, docemente e como que com um ar de "apanhei-te pequenina", dizendo: "Eu sei que me seguias Lily." .
Eu olho para traz assustada, mas aquela voz era-me familiar. Quando me viro, olho para cima e os meus olhos ficam extasiados de tanta felicidade, de tanta alegria: felicidade ao ver que é ELE!! Mas de tanta timidez e provavelmente escondendo-me e demonstro que apenas foi curiosidade, por isso o seguia, disse-lhe: "Desculpa! Eu não queria...", mas ele interrompe dizendo com aquele ar de quem por momentos ficou livre como um pássaro: "Não digas nada! Anda passear comigo, necessito-te ao pé de mim.", agarrando-me na mão e puxando-me com ele. Derrepente abraço-o! Ainda com a mão dele na minha, sinto o coração dele a bater no meu ouvido, com tanta velocidade, como uma onda que desabrocha ferozmente. E ele ai retribui e envolve os seus braços nas minhas costas, abraçando-me também.
4 de Setembro de 2007
domingo, 24 de abril de 2011
Momento 2
Estava sentado, vestia as mesmas roupas do costume. Nada o diferenciava dos seus dias anteriores. O mesmo cheiro, o mesmo sorriso, os mesmos movimentos... agora que olho bem noto algo diferente. Aquele olhar, estava intenso! Profundo como a Natureza. Tão cativante.
O seu telemóvel toca, mas não o atende logo. Está sereno e concentrado no que fazia anteriormente. Finalmente atendeu. Uma conversa não mais que cinco minutos. Retoma ao que anteriormente fazia. Com a mesma concentração, a mesma atenção. Completamente focado. O tempo vai passando... mantêm-se na mesma posição. Uma posição que parece cómoda, passo a descrever: encontra-se meio inclinado para a sua esquerda, encostado a duas almofadas encarnadas quase deitado, de pernas entrelaçadas com os dois pés (calçado) apoiados numa pequena mesa de madeira já um pouco gasta. De mãos ocupadas, com uma expressão séria e rígida.
A minha presença não lhe faz a mínima diferença. A concentração é tal que é como se eu cá nem estivesse. Mas devo confessar que não me faz a mínima importância. Gosto do seu silêncio, da sua concentração. Traz-me um sentimento de serenidade. Se bem que de vez em quando desvia o olhar na minha direcção para verificar o que ando a fazer. Por vezes comenta comigo acerca do que está a fazer. Sinto-me interessada! Um sorriso escapa-lhe em certas alturas e vai direccionado a mim. Agora sinto-me contente.
Olho para ele durante uns breves segundos, parece não notar que lhe olho. Vou fazer outra confissão: bem poderia estar aqui o tempo todo a observá-lo que não me importaria. Gosto de vê-lo! Faz-me sentir ocupada e preenchida. E o melhor é que ele nem se importa. Lembrando que ele sempre gostou de ser o centro das minhas atenções.
Está a anoitecer, agora só resta a luz da televisão para o iluminar. Distrai-me a ver o que ele fazia... oiço-o proferir algumas asneiras, dar alguns sinais de vida. Pois a posição é a mesma, se bem que agora inclinado para a sua direita. Foi acender a luz da sala, e agora que se sentou de novo estico-lhe o braço para ter contacto físico com ele e obter uma resposta sua. E conseguida! "Bingo!"- sorrindo, penso.
Voltei a distrair-me com o que lhe está a ocupar o tempo. Não muito interessante, não muito divertido e não muito convidativo.
São dezoito horas e quarenta e sete minutos da tarde, uma bela tarde. Não muito calorosa, não muito divertida. Mas completamente bem passada!
O seu telemóvel toca, mas não o atende logo. Está sereno e concentrado no que fazia anteriormente. Finalmente atendeu. Uma conversa não mais que cinco minutos. Retoma ao que anteriormente fazia. Com a mesma concentração, a mesma atenção. Completamente focado. O tempo vai passando... mantêm-se na mesma posição. Uma posição que parece cómoda, passo a descrever: encontra-se meio inclinado para a sua esquerda, encostado a duas almofadas encarnadas quase deitado, de pernas entrelaçadas com os dois pés (calçado) apoiados numa pequena mesa de madeira já um pouco gasta. De mãos ocupadas, com uma expressão séria e rígida.
A minha presença não lhe faz a mínima diferença. A concentração é tal que é como se eu cá nem estivesse. Mas devo confessar que não me faz a mínima importância. Gosto do seu silêncio, da sua concentração. Traz-me um sentimento de serenidade. Se bem que de vez em quando desvia o olhar na minha direcção para verificar o que ando a fazer. Por vezes comenta comigo acerca do que está a fazer. Sinto-me interessada! Um sorriso escapa-lhe em certas alturas e vai direccionado a mim. Agora sinto-me contente.
Olho para ele durante uns breves segundos, parece não notar que lhe olho. Vou fazer outra confissão: bem poderia estar aqui o tempo todo a observá-lo que não me importaria. Gosto de vê-lo! Faz-me sentir ocupada e preenchida. E o melhor é que ele nem se importa. Lembrando que ele sempre gostou de ser o centro das minhas atenções.
Está a anoitecer, agora só resta a luz da televisão para o iluminar. Distrai-me a ver o que ele fazia... oiço-o proferir algumas asneiras, dar alguns sinais de vida. Pois a posição é a mesma, se bem que agora inclinado para a sua direita. Foi acender a luz da sala, e agora que se sentou de novo estico-lhe o braço para ter contacto físico com ele e obter uma resposta sua. E conseguida! "Bingo!"- sorrindo, penso.
Voltei a distrair-me com o que lhe está a ocupar o tempo. Não muito interessante, não muito divertido e não muito convidativo.
São dezoito horas e quarenta e sete minutos da tarde, uma bela tarde. Não muito calorosa, não muito divertida. Mas completamente bem passada!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Cópula
"Tu recuas á dureza da minha agressividade, espumosos os cabelos louros, amarrato-os nas minhas mãos e a tua boca. Babujada ensopada nos sucos da nossa fertilidade, humedecemos na profunda fermentação da vida."
Vergílio Ferreira, Para Sempre
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Amor livre
Entraste dentro do seu coração de rompante, sem teres batido á porta. Instalas-te o teu todo e, ali ficaste. E ela? Ela não contrariou ou sequer emitiu qualquer som. Apenas deixou-se ficar, deixou-se levar.. Permaneceu!
Abriste os teus braços para acolher a sua alma, ela reciou e encolheu-se. E tu de teu jeito verdadeiro sussuras-te ao seu coração para que não tivesse medo. Ela, de seu jeito amedontrado, recolheu essas palavras e guardou-as no pensamento. Desde então, todos os dias o teu sorriso apontava para ela e o seu coração derretia ao vê-lo. Todos os dias os teus olhos a seguiam e o seu corpo parava por instantes. Todos os dias que os teus lábios sussurravam aos seus ouvidos, o seu coração vagarosamente ardia.
Decoraste o coração dela de sentimentos, juras e promessas. E deitaste ao lixo o sofrimento, a mágoa, a dor, o desespero. Ver-te e ouvir-te era como um banquete para o seu coração.
E aí ela pensava:"Não deveria amar-te." , mas o inesperado tinha entrado na sua vida. Sem intenção, sem contrariação, com aceitação: fechou os olhos, abriu o seu coração, entregou-te a alma e assim, deixou-se levar.
Além de teres decorado o seu coração, pintas-te também as paredes de mil e umas cores. E cá andava ela nesta dança de sentimentos. Bailava secretamente com todo o fervor e afinco.
Ela queria pisar o mesmo chão que pisavas, dar os mesmos passos que davas, amar o que tu amavas, observar o que tu observavas.
E pensava assustada:" O que me fizeste??". E então mais uma vez, deixou-se hipnotizar, sentindo cada vez mais a grandeza deste sentimento.
Assim uniu-se a ti e, formaram um só. Uma particula cheia de força... cheia de amor!
Abriste os teus braços para acolher a sua alma, ela reciou e encolheu-se. E tu de teu jeito verdadeiro sussuras-te ao seu coração para que não tivesse medo. Ela, de seu jeito amedontrado, recolheu essas palavras e guardou-as no pensamento. Desde então, todos os dias o teu sorriso apontava para ela e o seu coração derretia ao vê-lo. Todos os dias os teus olhos a seguiam e o seu corpo parava por instantes. Todos os dias que os teus lábios sussurravam aos seus ouvidos, o seu coração vagarosamente ardia.
Decoraste o coração dela de sentimentos, juras e promessas. E deitaste ao lixo o sofrimento, a mágoa, a dor, o desespero. Ver-te e ouvir-te era como um banquete para o seu coração.
E aí ela pensava:"Não deveria amar-te." , mas o inesperado tinha entrado na sua vida. Sem intenção, sem contrariação, com aceitação: fechou os olhos, abriu o seu coração, entregou-te a alma e assim, deixou-se levar.
Além de teres decorado o seu coração, pintas-te também as paredes de mil e umas cores. E cá andava ela nesta dança de sentimentos. Bailava secretamente com todo o fervor e afinco.
Ela queria pisar o mesmo chão que pisavas, dar os mesmos passos que davas, amar o que tu amavas, observar o que tu observavas.
E pensava assustada:" O que me fizeste??". E então mais uma vez, deixou-se hipnotizar, sentindo cada vez mais a grandeza deste sentimento.
Assim uniu-se a ti e, formaram um só. Uma particula cheia de força... cheia de amor!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

