domingo, 22 de maio de 2011

Nosso Sonho

Sai de casa, e fui ate há estação de comboios e não sabia bem porque, mas esperava alguém.. até que ao longe vejo uma espécie de sombra, não sei bem, mas cativou-me a atenção. Continuei a olhar e a observar aquela figura que cada vez se aproximava mais e mais. Vou notando alguns traços e reparo que é um rapaz, de mãos nos bolsos, cabeça baixa como se algo lhe tivesse acontecido e o deixado desmoralizado, ou talvez seria mesmo da maneira de ser dele. Não sei bem ao certo. Até que reparo: É ELE !! O TANTO MEU DESEJADO. Fico atrapalhada e escondo-me por detrás de um alicerce do metro. Observo-o e vejo que ele espera o metro.Passa o metro e vejo-te a entrar, vou a correr e também entro.
Já la dentro, não te vejo. Procuro-te com os meus olhos e finalmente e por pura alegria vejo onde te sentas e sento-me num ângulo em que te possa ver e tu a mim não poças! Vai passando o tempo, e eu vou pensando: "Será que era dele que eu esperava este tempo todo no metro? Era aquela pessoa que eu tanto desejava ver?". O metro pára e ele sai, eu vou continuando a perseguição.
Vejo que ele parou na Baixa-Chiado e no meio de tanta gente que por ali passa o dia inteiro continuo a seguir-te com os meus olhos, dificilmente te conseguindo ver.    
  Derrepente algo me desperta a atenção, olho para baixo e vejo um jornal velho, tanto como outros caídos no chão, um jornal qualquer...quando volto a mim e levanto a cabeça para te procurar e continuar a perseguição querendo talvez saber o que irias fazer, ou então o contentamento de te ver de longe e saber que estás a uma pouca distância de mim... "O quê?? ONDE ESTÁS? Não te vejo!!" - penso. Procuro-te desesperadamente no meio daquela multidão toda. Até que tenho a sensação que alguém se aproxima de mim, dos meus cabelos, do meu pescoço... um perfume intenso a champô pela manhã de outono. E sim, alguém me sussurra ao ouvido, docemente e como que com um ar de "apanhei-te pequenina", dizendo: "Eu sei que me seguias Lily." .
Eu olho para traz assustada, mas aquela voz era-me familiar. Quando me viro, olho para cima e os meus olhos ficam extasiados de tanta felicidade, de tanta alegria: felicidade ao ver que é ELE!! Mas de tanta timidez e provavelmente escondendo-me e demonstro que apenas foi curiosidade, por isso o seguia, disse-lhe: "Desculpa! Eu não queria...", mas ele interrompe dizendo com aquele ar de quem por momentos ficou livre como um pássaro: "Não digas nada! Anda passear comigo, necessito-te ao pé de mim.", agarrando-me na mão e puxando-me com ele. Derrepente abraço-o! Ainda com a mão dele na minha, sinto o coração dele a bater no meu ouvido, com tanta velocidade, como uma onda que desabrocha ferozmente. E ele ai retribui e envolve os seus braços nas minhas costas, abraçando-me também.



4 de Setembro de 2007

1 comentário:

  1. Nao poderia levar uma facada no peito tao profunda , quanto isto ...

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