sábado, 5 de setembro de 2009

Espelho

Os meus olhos já não conseguem ver a razão porque as lágrimas entupiram-nos.
Estão em dia chuvoso, que constantemente perduram. Já não tem cor nem forma, já não tem vida... Congelaram!
O meu castanho vestiu-se de cinza, esse cinza que perdura: esvanecem como se se fosse deitar sobre eles; e neste caso deitou-se para ficar. Mas eu nem me incomodo ou me ralo, deixo-me permanecer, deixo que meus olhos comandem a minha visão e tudo o que eles me dão a ver eu vejo, sem qualquer contrariação.

Os olhos são o espelho da alma, dizem... de facto são! Reflectem tudo á nossa mente. Insistem ver o que, por momentos, não desejamos nunca ter visto. Mas os olhos são ilusionistas, mestres da ilusão!
Eles reflectem também ao exterior a sua opinião, são realistas. Tão realistas que chegam a convencer outros olhos.
E os meus olhos por enamorados que estão já não conseguem ver a razão porque as lágrimas entupiram-nos.


Os meus já não são mestres, mas sim dominados... pela paixão...

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