Eu havia convulsamente e tão serena bebido a tua essência, o teu elixir do amor. Sinto-me perfeitamente embriagada.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Embriaguez
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Reunião
A ligação intensificou-se. Engrossou. Incendiou-se mas não se queimou. Queimou apenas os nossos corpos a cada toque. Em tão pouco tempo, em tão poucos minutos tudo pareceu fazer sentido de novo e, finalmente. Simplesmente não havia qualquer conjunto de frases que fizesse sentido, que fosse necessário, que tivessem de ser ditas. O silêncio das nossas bocas, o vozear das nossas mentes e o ruído dos nossos corpos preencheram a necessidade, essa necessidade que há muito existia e esperava por ser preenchida. Não há como negar ou fingir que esta nossa ligação não existe, tão pouco fugir. È como se fosse um elástico que está preso a cada um e por mais que o estiquemos ele puxa-nos e volta à sua forma. E assim fico eu, neste puxa e estica, saboreando e viciando-me a cada momento. Durou tão pouco mas soube a muito.
Éramos partes desunidas mas agora somos e seremos partes unidas e vinculadas.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Abraço
Nunca irei esquecer o nosso primeiro olhar, o nosso primeiro toque, o nosso primeiro abraço. Senti como se tu fosses um íman e eu o ferro. Ainda me sinto nos teus braços. O mundo passou de real a uma ilusão. Imergi em ti, e tu emerges-te em mim. Todas as moléculas do meu corpo estremeceram, emanando ondas de amor e excitação. O meu coração acelerou drasticamente e eu quase sufoquei. Foi como se tivesse ocorrido o Big Bang. Como se o meu ser estivesse adormecido durante anos e de repente tivesse sido ligado a uma corrente eléctrica... e eu quase que explodia. Nesse preciso dia ocorreu uma ligação intensa, inexplicável e irreal que vive dentro de mim e que me vem consumindo.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Carta VII / VIII - Amar-te em Separação
Amava-te de mais, saberás o que isso é? como te amo agora com o excesso que é meu. Assim me parece perdido todo o tempo em que não penso em ti, em que sobretudo me não apareces no teu fulgor encantamento. E sinto um estranho remorso aí, uma perda, um tempo inútil em que não estás comigo. Vem. Vem e demora-te para dares algum sentido à vida que se me esgotou. Fica. E traz contigo o teu deslumbramento que me dobra de humildade, como gostaria de poder dizer-te. Dizer-te o que me és e não sei.
...
É por isso que nunca nos amámos em total e clara revelação, penso agora. Pelo menos não me lembro. Sei de cor o teu corpo, mas justamente de cor e não quando profundamente o amei. Mas quando foi que eu mais te amei? e de súbito lembro-me de que foi quando te perdi, quando separaste do meu o teu destino.
Vergílio Ferreira
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