domingo, 27 de novembro de 2011

You

On my own, pretending he is beside me.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Embebição

Porque por maior que seja a tua noite, o meu dia torna a clareá-la.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Segredos Do Amor 1

Durante alguns momentos nenhum deles se conseguiu mexer. Só conseguiram ficar a olhar um para o outro, os seus olhos presos por uma força superior às suas próprias vontades e aos seus próprios pensamentos. Ele tinha consciência de que o seu coração estava a bater calmamente. Via o pulsar das veias dela no pescoço e percebeu que a rapariga que estava à sua frente estava a respirar rapidamente pela boca entreaberta. Então, numa voz que mal se ouvia, ela perguntou:
- Quem é você?
Ficou ali à espera que ele falasse e, quando ele finalmente se ergueu e se dirigiu para ela, nada mais ouve a dizer. Ele apenas estendeu os braços e apertou-a contra si. Ela não lhe resistiu. Era como se já não conseguisse lutar contra qualquer coisa de mais poderoso e persistente do que meras convenções. Encostou a cabeça ao seu ombro e ele viu que os seus olhos fixavam os seus lábios numa espera muda. Beijou-a, a sua boca procurando a dela, primeiro com ternura, gentilmente, como quem acaricia uma criança, depois com desejo, mais apaixonadamente, exigindo mais até sentir a chama dentro dela corresponder à dele.

Identidade 2

Olhas para ti. Ou ao menos, para a parte de ti que insistes em ignorar (ou mantê-la escondida).
Acho que todos temos de encarar o nosso lado sombrio mais cedo ou mais tarde. O problema é que se o encarares tempo demais torna-se difícil distinguir os dois lados.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Segredos Do Amor

A voz dele era muito baixa e, embora ela o olhasse com um medo súbito, não se afastou. Tinham ambos consciência de uma estranha corrente que os aproximava, um magnetismo que os atravessava a ambos, fazendo com que tudo parecesse estranho, mas, no entanto, pulsante e vivo, alterando as próprias palavras que diziam e conferindo-lhes uma magia e excitação que transformavam totalmente o sentido de tudo quando diziam.
(...)
Ficaram abraçados, apertando-se um contra o outro até parecer que eram um só todo, indivisível e eterno.

Barbara Cartland