Durante alguns momentos nenhum deles se conseguiu mexer. Só conseguiram ficar a olhar um para o outro, os seus olhos presos por uma força superior às suas próprias vontades e aos seus próprios pensamentos. Ele tinha consciência de que o seu coração estava a bater calmamente. Via o pulsar das veias dela no pescoço e percebeu que a rapariga que estava à sua frente estava a respirar rapidamente pela boca entreaberta. Então, numa voz que mal se ouvia, ela perguntou:
- Quem é você?
Ficou ali à espera que ele falasse e, quando ele finalmente se ergueu e se dirigiu para ela, nada mais ouve a dizer. Ele apenas estendeu os braços e apertou-a contra si. Ela não lhe resistiu. Era como se já não conseguisse lutar contra qualquer coisa de mais poderoso e persistente do que meras convenções. Encostou a cabeça ao seu ombro e ele viu que os seus olhos fixavam os seus lábios numa espera muda. Beijou-a, a sua boca procurando a dela, primeiro com ternura, gentilmente, como quem acaricia uma criança, depois com desejo, mais apaixonadamente, exigindo mais até sentir a chama dentro dela corresponder à dele.
Somos memórias de lobos que rasgam a pele...
ResponderEliminarLobos que foram homens...
e o tornarão a ser!
They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light
To blind you and me!
Full Moon Madness,
We are as one and congregate
Full Moon Madness
We rise again to procreate!
Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornarão a ser
ou talvez memórias de homens,
que insistem em não rasgar a pele,
Homens que procuram ser lobos
mas que jamais o tornarão a ser...
Under the same sky they voted to emptiness
They still celebrate under a Full Moon Madness...