sábado, 5 de setembro de 2009

Espelho

Os meus olhos já não conseguem ver a razão porque as lágrimas entupiram-nos.
Estão em dia chuvoso, que constantemente perduram. Já não tem cor nem forma, já não tem vida... Congelaram!
O meu castanho vestiu-se de cinza, esse cinza que perdura: esvanecem como se se fosse deitar sobre eles; e neste caso deitou-se para ficar. Mas eu nem me incomodo ou me ralo, deixo-me permanecer, deixo que meus olhos comandem a minha visão e tudo o que eles me dão a ver eu vejo, sem qualquer contrariação.

Os olhos são o espelho da alma, dizem... de facto são! Reflectem tudo á nossa mente. Insistem ver o que, por momentos, não desejamos nunca ter visto. Mas os olhos são ilusionistas, mestres da ilusão!
Eles reflectem também ao exterior a sua opinião, são realistas. Tão realistas que chegam a convencer outros olhos.
E os meus olhos por enamorados que estão já não conseguem ver a razão porque as lágrimas entupiram-nos.


Os meus já não são mestres, mas sim dominados... pela paixão...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Malmequer


Começa verde,
acaba alvo,
água ele pede,
é como algo!

Terra ele quer,
almeja e prefere,
a falar refere:
Que é
malmequer.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pensamento - 20

Não consigo dormir. E de deixar de pensar em ti.
Honestamente? Sim! Honestamente ando triste desde que te foste. Só penso: "Porque é que foste e ainda não vieste?" ; "Porque é que estás aí e não aqui?" ...
Mas mesmo assim tu perturbas o meu ser. Quando adormeço finalmente... lá estás tu!
Até parece que me persegues e que o fazes de propósito. Mas de facto, já estou a dar em doida.
Por vezes dou por mim a encher figuras de ti próprio com pensamentos meus, mas não paro o esquema, continuo até voltar á derradeira realidade.

Derradeira realidade?? Se até nela mesmo, tu já subitamente a rompes. E devo dizer-te que com grande afinco. Mas já me acostumei! A estas tuas entradas e saídas na minha mente.
E mesmo que não me tivesse acostumado, teria de, pois tu entras e sais quando queres e bem te apetece.
E eu claro tive de me habituar, pois já és completamente dono do meu pensamento.

sábado, 25 de julho de 2009

Aquela.

Eu sou aquela...
Aquela que tu mais desejas,
Aquela que tu e só tu,
sofres por cada dia não ter.

Afinal,
Sou a tal...
Onde tu te perdes,
reencontrando o que mais de louco e calmo possuis.


Aquela!
Que te faz mergulhar nesses teus sonhos,
Sonhos esses tão promíscuos,
Como igualmente inocentes.


A tal!
Que tu tanto amas,
Como igualmente odeias.


Mas afinal...
Sou a tal!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amor

Que assunto tão falado e tão discutido ao longo dos séculos..
Como o ser humano pode descrever ou até mesmo insinuar que sabe concretamente o seu sifnificado?
Que palavra tão banal e oca e ao mesmo tempo tão vasta e rica.. que palavra esta que nos faz subir até ao mais alto nível, sem por vezes nos darmos contas de tal.

Não sei ao certo o que poderia escrever exactamente sobre esta palavra tão pequena, composta apenas por 4 letrinhas e, que nos vive atormentando toda a nossa existência na Terra.
Que bebe e sacia sua sede das nossas lágrimas, que se alimenta da nossa esperança; medo; ansiedade; loucura; etc.. e que depois morre quando já de tudo tinha que se alimentar se alimentou e não resta um único e pequeno pedaçinho de sentimento.
Mas renasce facilmente! O raro é depois ter duas fontes que puxam para o mesmo lado, em que assim possa viver delas.


Tudo isto, banais e modestas palavras são apropriadas a palavra "amor" e nada delas resta depois.
Pois bem, o "amor" é construido, elaborado, mantido de inúmeras maneiras, dependendo da intensidade com que é mantido (falando em amor verdadeiro, aquele amor que o mundo tanto fala e tanto quer nas suas vidas).
Mas como nós (ser humano) somos egoístas!! Quando o encontramos finalmente, fazemos conflitos, desavenças, gritarias.. desperdiçando apenas o suco do fruto que está direitamente a nossa frente.

Tenhamos a sorte de poder viver um amor VERDADEIRO na nossa vida, sem haver qualquer desperdicio do suco do fruto ;-)