quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para Sempre

Porque eu estava em desiquilibrio, tu exististe logo brutalmente para mim. Existias num fervor íntimo, finíssimo na fímbria dos meus nervos, na fundição como um metal de toda a minha personalidade. Eras linda, mínuscula, graciosa. Espuma leve de um vinho no limite da embriaguez. Delicada flor. E o terror de que o meu bafo te queimasse. Era assim.


Vergílio Ferreira

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