sexta-feira, 29 de julho de 2011

5 de Fevereiro de 2011

Cada dia que passa mais distante te encontro. A maré puxa por ti. Tudo o que foi bom voa para bem longe. Não tentes explicar-te por favor. Pára! Não me digas pois doí. O nosso mundo foi finalmente infectado, foi deixado á deriva, abandonado... Contínuo presa a ti, contínuo sozinha mas ligada a ti. Já não somos um pois separaste do meu o teu destino, separaste do meu o teu coração.
Ainda te quero. E penso se ainda me queres!? Deixas-te provas irrefutáveis de ti em mim. Sinto-as! Queimam-me constantemente. Ardem tanto... sou masoquista, deixo-me arder. Quero sentir a dor dessas provas que deixaste em mim pois só assim me faz ver como afinal existis-te na minha vida.
Porque te foste?? Eu precisava de ti e ainda preciso. Coração cruel que bate dentro de ti, que é música para os meus ouvidos. Por vezes penso como foste e já não és, o que fizeste e desapareceu. Apagas-te tudo. Não deixaste marca alguma. Não! Cicatrizes deixas-te. Essas que habitam a minha pele, a minha cabeça. Sinais do que foste e já não és. Levas-te a chave e o cadiado, que fizeste com os dois? Deitaste-os ao Mar ou esqueceste-os numa gaveta velha e podre do tempo? Não acredito ainda que tudo isto pode ser. As memórias gravadas no coração fazem-me reviver constantemente o que não deveria querer reviver, mas quero.
Tu e eu consigo ver-nos morrer! Estamos? Eu sei o que pensas, mas não preciso das tuas razões. Elas doem.

2 comentários:

  1. Es a raZao do meu folego infinito @

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  2. Que fique aqui bem claro,e para que toda a gente saiba , que eu sou o responsavel pela maior parte das cicratizes, e que me arrependo todo o santo dia de algumas coisas que te fiz passar...
    Continuo Amar.te como o primeiro dia que te olhei nos olhos ...
    Melhores dias viram... @

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