"È por isso que nunca nos amámos em total e clara revelação, penso agora. Pelo menos não me lembro. Sei de cor o teu corpo, mas justamente de cor e não quanto profundamente o amei. Mas quando foi que eu mais te amei?? E de súbito lembro-me de que foi quando te perdi, quando separas-te do meu, o teu destino."
"Cartas A Sandra" , Vergílio Ferreira
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Ainda...
Passado tanto tempo, ainda hoje sorrio. Ao longo de tantos dias pesados ainda consigo olhar o horizonte. Os meus olhos ainda choram de esperança, o meu corpo ainda te sente chegar... o meu coração ainda vive. A minha alma grita ao infinito: VEM!! Vem-me por este Mar adentro. Penso, se não queres vir (ficar) então leva-me daqui. Leva-me contigo! Entrego-me a ti e ao teu rumo.
E aqui, sentada nesta rocha, olhando o eterno Mar, passado tanto tempo... ainda hoje te espero!
E aqui, sentada nesta rocha, olhando o eterno Mar, passado tanto tempo... ainda hoje te espero!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Pinceladas
Nesta melancólica noite vou pintando os sentimentos. Dou cores a cada um deles, mas as cores não batem certo. Estão trocadas, desordenadas...
Olho-as, todas entrelaçadas, dialogando (não sei sobre o quê). Apetece-me pintá-las todas da mesma cor. Todas de cinzento!! Mas fico sem forças, fico imóvel. E fico alheia, ouvindo-as conversar. Sussurram, gritam, choram ... É constante aquele diálogo. É completamente ensurdecedor! Tapo os ouvidos e, grito em silêncio.
Desapareceram! ... Será que fugiram? Será que se esconderam? Espera, (penso) ... e agora? Fiquei oca? Fiquei vazia? Olho ao vazio, ao profundo... lá estão! Tão diferentes ... tão sem cor.
Decido pintá-las de novo. Mas a cor, desta vez, será diferente. Será uma mistura de azul, amarelo, verde, laranja. Recuo, e oiço-as. Riem, cantam ... e eu apenas sorrio.
Esta noite não é mais melancólica. É ......
Olho-as, todas entrelaçadas, dialogando (não sei sobre o quê). Apetece-me pintá-las todas da mesma cor. Todas de cinzento!! Mas fico sem forças, fico imóvel. E fico alheia, ouvindo-as conversar. Sussurram, gritam, choram ... É constante aquele diálogo. É completamente ensurdecedor! Tapo os ouvidos e, grito em silêncio.
Desapareceram! ... Será que fugiram? Será que se esconderam? Espera, (penso) ... e agora? Fiquei oca? Fiquei vazia? Olho ao vazio, ao profundo... lá estão! Tão diferentes ... tão sem cor.
Decido pintá-las de novo. Mas a cor, desta vez, será diferente. Será uma mistura de azul, amarelo, verde, laranja. Recuo, e oiço-as. Riem, cantam ... e eu apenas sorrio.
Esta noite não é mais melancólica. É ......
sábado, 12 de junho de 2010
Espírito
Onda por onda,
Venham até mim,
Essências de onça,
Não me deixem assim.
És parte de mim,
És parte do mundo,
És feita de marfim,
Que me parte num segundo.
Permite-me te piratear,
Roubar-te todos os adereços que trazes contigo,
Deixa-me pertencer ao teu Mar,
Refugiar-me nesse abrigo.
Usarei conchas e búzios nos meus cabelos,
Venham até mim,
Essências de onça,
Não me deixem assim.
És parte de mim,
És parte do mundo,
És feita de marfim,
Que me parte num segundo.
Permite-me te piratear,
Roubar-te todos os adereços que trazes contigo,
Deixa-me pertencer ao teu Mar,
Refugiar-me nesse abrigo.
Usarei conchas e búzios nos meus cabelos,
Vestirei algas em enlaces fantasiados,
Farei das pérolas do mar meus brincos,
Farei das pérolas do mar meus brincos,
Beberei como água a maresia.
Essência que suportas tanta vida,
Suporta a minha também,
Serei doce batida,
Serei parte da colectânea do teu armazém.
Serei metade peixe, metade mulher,
Sereia serei.
E cantarei no amanhecer,
E num instante te pertencerei.
Essência que suportas tanta vida,
Suporta a minha também,
Serei doce batida,
Serei parte da colectânea do teu armazém.
Serei metade peixe, metade mulher,
Sereia serei.
E cantarei no amanhecer,
E num instante te pertencerei.
Os peixes e as estrelas-do-mar,
Em ressonância comentarão:
"Ela vive do mar, e Ele vive dela.".
Em ressonância comentarão:
"Ela vive do mar, e Ele vive dela.".
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Essência
Não o controlas mas vives-o, conheces mas não o advinhas, tu ama-lo mas não o dominas. Não o dominas, mas respeita-lo, é ele que te acolhe, é ele quem tu amas.
Leva-te dentro dele e envolve-te nos seus braços. Aquele sal penetra na tua suave pele, ama-te com as suas forças, liberta-te nas suas ondas. Ele acolhe-te, ele ama-te e tu o amas, tu não o conheces mas sobre ele não te enganes. Doce e fiel companheiro, proporciona-te o desejo da vida eterna, é simples, é verdadeiro! Teu doce rival, teu fiel companheiro. Nunca o perdeste e navegas nele de forma única.
Cabelos loiros brilham perante a tempestade... é medo? é morte? mas é a tua vida. Só tu o chamas docemente de Mar, enfeitiças-o com um toque, uma vida. É ele a tua vida, o teu tudo, o teu nada, o teu riso, o teu choro.
Um leve toque, uma eterna paixão, eterna vida, é ele que te deixa o coração nas mãos, mas também é ele que o faz bater. Tu conhece-lo de forma diferente, talvez seja por ele te dar vida, talvez pelas tuas memórias, o teu riso, o teu choro. Foi ele que te acompanhou nos teus melhores momentos, pois ele sempre está no teu coração e, talvez, por triunfares no mar.
Vai, força, luta, chora mas sorri, sofres, ris, mas seja como for será sempre ele, aquele teu velho companheiro. Aquele que foi, é, e sempre será a tua grande e verdadeira paixão.
Ele está onde sempre esteve, mas sobretudo dentro do teu peito, nesse teu enorme coração.
Leva-te dentro dele e envolve-te nos seus braços. Aquele sal penetra na tua suave pele, ama-te com as suas forças, liberta-te nas suas ondas. Ele acolhe-te, ele ama-te e tu o amas, tu não o conheces mas sobre ele não te enganes. Doce e fiel companheiro, proporciona-te o desejo da vida eterna, é simples, é verdadeiro! Teu doce rival, teu fiel companheiro. Nunca o perdeste e navegas nele de forma única.
Cabelos loiros brilham perante a tempestade... é medo? é morte? mas é a tua vida. Só tu o chamas docemente de Mar, enfeitiças-o com um toque, uma vida. É ele a tua vida, o teu tudo, o teu nada, o teu riso, o teu choro.
Um leve toque, uma eterna paixão, eterna vida, é ele que te deixa o coração nas mãos, mas também é ele que o faz bater. Tu conhece-lo de forma diferente, talvez seja por ele te dar vida, talvez pelas tuas memórias, o teu riso, o teu choro. Foi ele que te acompanhou nos teus melhores momentos, pois ele sempre está no teu coração e, talvez, por triunfares no mar.
Vai, força, luta, chora mas sorri, sofres, ris, mas seja como for será sempre ele, aquele teu velho companheiro. Aquele que foi, é, e sempre será a tua grande e verdadeira paixão.
Ele está onde sempre esteve, mas sobretudo dentro do teu peito, nesse teu enorme coração.
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