sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Amar

Amar é perigoso. Amar é como uma droga. No princípio vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, tu queres mais. Ainda não te viciaste, mas gostaste da sensação e achas que podes mantê-la sob controlo. Pensas durante dois minutos nela e esqueces por três horas. Mas aos poucos, acostumas-te com aquela pessoa, e passas a depender completamente dela. Então, pensas por três horas e esqueces por dois minutos. Se ela não está perto, experimentas as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem arranjar droga. Nesse momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, tu estás disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Responde-me

Mas quem é que escuta a voz da razão quando o amor sussurra, suavemente persuasivo, ao outro ouvido?

Díspares

"Os seus caracteres e temperamentos em breve se revelaram fatalmente díspares. Ele era frio e desprendido, enquanto ela iluminava uma sala com a sua animação e o seu riso; ele era reservado, ela bisbilhotava sem compunção; ele era respeitado, por vezes temido, mas não muito querido, enquanto ela era admirada por todos; ele vivia para a política e para os negócios e para o aumento da sua herança, enquanto ela adorava os prazeres simples e a companhia dos amigos. Num período de tempo relativamente curto, essas diferenças tornaram-se exageradas e enraizadas."
Michael Cox

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lembrança

Estranho poder este da lembrança: tudo o que me ofendeu me ofende, tudo o que me sorriu sorri: mas, a um apelo de abandono, a um esquecimento real, a bruma da distância levanta-se-me sobre tudo, acena-me à comoção que não é alegre nem triste mas apenas comovente... Dói-me o que sofri e recordo, não o que sofri e evoco.
Vergílio Ferreira 

sábado, 7 de julho de 2012

Verdade

Mais depressa esqueceria a minha existência do que te esqueceria a ti.