Como os teus dedos me entorpecem, a tua respiração cai sobre mim como geada. O teu pulso embala-me os ouvidos... sinto-me imersa dos pés á cabeça. Deliciosamente!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Destino
"È por isso que nunca nos amámos em total e clara revelação, penso agora. Pelo menos não me lembro. Sei de cor o teu corpo, mas justamente de cor e não quanto profundamente o amei. Mas quando foi que eu mais te amei?? E de súbito lembro-me de que foi quando te perdi, quando separas-te do meu, o teu destino."
"Cartas A Sandra" , Vergílio Ferreira
"Cartas A Sandra" , Vergílio Ferreira
sábado, 25 de setembro de 2010
Ainda...
Passado tanto tempo, ainda hoje sorrio. Ao longo de tantos dias pesados ainda consigo olhar o horizonte. Os meus olhos ainda choram de esperança, o meu corpo ainda te sente chegar... o meu coração ainda vive. A minha alma grita ao infinito: VEM!! Vem-me por este Mar adentro. Penso, se não queres vir (ficar) então leva-me daqui. Leva-me contigo! Entrego-me a ti e ao teu rumo.
E aqui, sentada nesta rocha, olhando o eterno Mar, passado tanto tempo... ainda hoje te espero!
E aqui, sentada nesta rocha, olhando o eterno Mar, passado tanto tempo... ainda hoje te espero!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Pinceladas
Nesta melancólica noite vou pintando os sentimentos. Dou cores a cada um deles, mas as cores não batem certo. Estão trocadas, desordenadas...
Olho-as, todas entrelaçadas, dialogando (não sei sobre o quê). Apetece-me pintá-las todas da mesma cor. Todas de cinzento!! Mas fico sem forças, fico imóvel. E fico alheia, ouvindo-as conversar. Sussurram, gritam, choram ... É constante aquele diálogo. É completamente ensurdecedor! Tapo os ouvidos e, grito em silêncio.
Desapareceram! ... Será que fugiram? Será que se esconderam? Espera, (penso) ... e agora? Fiquei oca? Fiquei vazia? Olho ao vazio, ao profundo... lá estão! Tão diferentes ... tão sem cor.
Decido pintá-las de novo. Mas a cor, desta vez, será diferente. Será uma mistura de azul, amarelo, verde, laranja. Recuo, e oiço-as. Riem, cantam ... e eu apenas sorrio.
Esta noite não é mais melancólica. É ......
Olho-as, todas entrelaçadas, dialogando (não sei sobre o quê). Apetece-me pintá-las todas da mesma cor. Todas de cinzento!! Mas fico sem forças, fico imóvel. E fico alheia, ouvindo-as conversar. Sussurram, gritam, choram ... É constante aquele diálogo. É completamente ensurdecedor! Tapo os ouvidos e, grito em silêncio.
Desapareceram! ... Será que fugiram? Será que se esconderam? Espera, (penso) ... e agora? Fiquei oca? Fiquei vazia? Olho ao vazio, ao profundo... lá estão! Tão diferentes ... tão sem cor.
Decido pintá-las de novo. Mas a cor, desta vez, será diferente. Será uma mistura de azul, amarelo, verde, laranja. Recuo, e oiço-as. Riem, cantam ... e eu apenas sorrio.
Esta noite não é mais melancólica. É ......
sábado, 12 de junho de 2010
Espírito
Onda por onda,
Venham até mim,
Essências de onça,
Não me deixem assim.
És parte de mim,
És parte do mundo,
És feita de marfim,
Que me parte num segundo.
Permite-me te piratear,
Roubar-te todos os adereços que trazes contigo,
Deixa-me pertencer ao teu Mar,
Refugiar-me nesse abrigo.
Usarei conchas e búzios nos meus cabelos,
Venham até mim,
Essências de onça,
Não me deixem assim.
És parte de mim,
És parte do mundo,
És feita de marfim,
Que me parte num segundo.
Permite-me te piratear,
Roubar-te todos os adereços que trazes contigo,
Deixa-me pertencer ao teu Mar,
Refugiar-me nesse abrigo.
Usarei conchas e búzios nos meus cabelos,
Vestirei algas em enlaces fantasiados,
Farei das pérolas do mar meus brincos,
Farei das pérolas do mar meus brincos,
Beberei como água a maresia.
Essência que suportas tanta vida,
Suporta a minha também,
Serei doce batida,
Serei parte da colectânea do teu armazém.
Serei metade peixe, metade mulher,
Sereia serei.
E cantarei no amanhecer,
E num instante te pertencerei.
Essência que suportas tanta vida,
Suporta a minha também,
Serei doce batida,
Serei parte da colectânea do teu armazém.
Serei metade peixe, metade mulher,
Sereia serei.
E cantarei no amanhecer,
E num instante te pertencerei.
Os peixes e as estrelas-do-mar,
Em ressonância comentarão:
"Ela vive do mar, e Ele vive dela.".
Em ressonância comentarão:
"Ela vive do mar, e Ele vive dela.".
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